quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Importante

Nós, professores, temos de tomar muito cuidado para que o nosso direito de ensinar não prive o aluno do seu direito de aprender.

Marcos Leandro de Abreu... É nóis kkkkkk

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ser professor?

Li um comentário (texto de Samira Soares, segundo o administrador da página) na página do "só matemática" no facebook e, dado o excessivo romantismo do texto frente ao que é, segundo sua autora, ser professor, postei logo depois meu comentário: 

Acho tudo que foi colocado no comentário anterior uma parcial possibilidade frente ao que realmente é ser professor. Embora muito romântica, realmente muitas das questões colocadas são possíveis, mas tenho medo do romantismo de textos como o de Samira Soares, uma vez que romantismo e ralidade têm apenas uma intersecção que é pequena frente ao complementar de um em relação ao outro. O romantismo mente quando é muito exacerbado e o professor tem de ser precipuamente comprometido com a VERDADE e não com a ilusão! Ser professor é fundamentalmente ser PROFISSIONAL sem deixar, claro, de lado, a dimensão humana inerente à profissão. Tenho medo do romantismo que distorce a realidade!


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O insucesso da educação pública brasileira





"Mesmo sendo um dos países que mais aumentaram os gastos com educação entre os anos 2000 e 2009, o Brasil ainda não investe o recomendado do PIB (Produto Interno Bruto) em educação e está longe de aplicar o valor anual por aluno indicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com base na média dos países membros. Os dados fazem parte do relatório sobre educação divulgado nesta terça-feira (11) pelo órgão."

Fonte: uol educação.

Embora o Brasil tenha sido o País que mais aumentou seus investimentos, a qualidade da educação não refletiu nem reflete tais investimentos.
Fala-se muito sobre o crescente investimento em "educação", mas há que se observar que investimento em merenda, uniforme, transporte escolar ou correlatos NÃO significam investimento em educação! 
Vi um especialista em mercado de trabalho falando "DEVEMOS DEIXAR DE LADO DISCUSSÕES DE CUNHO QUANTITATIVO E PASSAR PARA A DISCUSSÃO QUALITATIVA DA EDUCAÇÃO" e acrescentou que "ALUNOS DEVEM SER MAIS COBRADOS COM PROVAS PERIÓDICAS". Agora me diz de que adianta dar provas? Para que elas servem? Digo que na educação brasileira ela tem servido na esmagadora maioria dos casos para que o professor repense sua atividade pedagógica e deveria ser também uma forma de o aluno também repensar sua postura enquanto estudante. Ou não?
Outra especialista disse que "O ENSINO DE MATEMÁTICA DEVERIA SER MAIS ADENSADO E MAIS VOLTADO PARA TECNOLOGIA, COMO FEITO EM PAÍSES COMO A CORÉIA DO SUL". Relato, por experiência própria que, quando é possível tornar o ensino mais adensado e tentar passar aos alunos mais conhecimentos em ferramentas muito usadas sabidamente pela tecnologia, no ensino fundamental II ou no ensino médio, NÃO RECEBEMOS ALUNOS NEM MINIMAMENTE PREPARADOS PARA APRENDÊ-LOS. Recebemos alunos analfabetos, semianalfabetos ou analfabetos funcionais nos quinto e sexto anos do ensino fundamental bem como no ensino médio. Milagre não é possível fazer! A progressão continuada está aí! Como ensinar matrizes, trigonometria, geometria, dentre outros, de maneira mais densa a alunos que mal sabem ler, somar e em nada são cobrados ou em quase nada são cobrados? E falando em tecnologia: levante as mãos para o céu quando encontrar uma escola que tenha laboratório de informática com um computador por aluno por sala. Isso no estado mais rico da federação brasileira. Belíssimo panorama para um ensino mais voltado para tecnologia não é?
Mostraram na reportagem da qual tirei essas falas, um ex-aluno de escola pública que relatou que "OS PROFESSORES NÃO SÃO MUITO BEM FORMADOS E QUE OS ALUNOS NÃO COLABORAM, FAZEM BAGUNÇA, ETC". Conheço bons e maus professores do ponto de vista de seus conhecimentos e, garanto, não adianta colocar professores com uma excelente formação em uma sala de aula onde os alunos estão cientes de que não precisam estudar e de que em nada poderão ser cobrados! Apenas o professor cobra do aluno que faça as tarefas, estude, participe, coopere, não desrespeite entre outras questões. A maioria dos alunos está abandonada intelectualmente por suas famílias e o professor em sala de aula não vai suprir a cobrança necessária ao bom desenvolvimento acadêmico do aluno. Isso é um fato! 
Não observo possível aumento qualitativo numa educação regida pela "progressão continuada", mesmo no projeto original que não se traduz em "aprovação automática" a adequação a nossa cultura não seria, ao meu ver, possível, haja vista que ela demanda um comprometimento por parte dos alunos que eles ainda não estão culturalmente preparados para ter. A receita é simples e países como a China e a Coréia do Sul têm muito a nos ensinar: DISCIPLINA, COBRANÇA ESCOLAR E SOCIAL (educação é imposto devolvido, é trabalho da sociedade como um todo), ESTUDO SOB RESPONSABILIDADE DO ALUNO. Ninguém pode ser mais responsável que eu pelos conhecimentos que pretendo ou preciso adquirir. Devo eu ser SUJEITO da minha aprendizagem sempre. O professor deve ser um FACILITADOR no processo de ensino aprendizagem e não, como é hoje, um centralizador do conhecimento a ser transferido. Lembro que, aprender demanda esforço e dedicação pessoais e tem muito mais relação com esses dois adjetivos que com diversão ou qualquer similar a isso.

domingo, 20 de maio de 2012

Fidelidade

A maior fidelidade é aquela que dedicamos aos nossos valores. Quando desrespeitamos alguém por qual for o motivo estaremos demonstrando que não construímos valores que nos permitam alteridade ou que estamos, na verdade, desrespeitando a nós mesmos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012


O Emicida foi preso em Belo Horizonte por causa da música "Dedo na Ferida"

O País é livre! Liberdade de expressão existe, você só não pode usar sua pseudo-liberdade para dizer a verdade. Não se essa verdade for de encontro à manobra da massa. Como se fizesse algum sentido a classificação da verdade. 
Temos liberdade desde que só a usemos para dizer "verdades leves" e nunca, jamais (palavras que inclusive têm tudo a ver com liberdade) usá-la para dizer "verdades pesadas". Há limite para a divulgação das nossas verdades sociais? Uma verdade limitada é verdade de fato? Meias verdades agradam a quem?

segunda-feira, 30 de abril de 2012

COTAS 2

Bom dia pra quem joga a realidade da escola pública brasileira para debaixo do tapete e cria as cotas para escondê-la, para mascarar a perversidade que é passar 12 anos da sua vida num lugar sem condições de preparar o negro pobre, o branco pobre, o asiático pobre, enfim...O POBRE, para competir em iguais condições com qualquer um. Estratificar a sociedade brasileira que é oriunda de uma miscigenação maravilhosa é bem mais fácil que melhorar a educação pública não é? Então achemos justa a opção das cotas e inauguremos o sincretismo racial no Brasil. Nada faz menos sentido em nosso país que a divisão racial. Sou contra as cotas? Não. Mas elas são somente um paliativo que visa mascarar nossos reais problemas!

COTAS

Fico ouvindo já há tanto tempo várias reflexões a respeito da implementação do sistema de cotas para negros ingressarem em universidades públicas que resolvi escrever um pouco sobre esse assunto. Fico sempre preocupado quando alguma medida, principalmente governamental, caminha ou pode caminhar para a estratificação da sociedade brasileira que sempre se mostrou, em suas diferenças, tão mais unificada que muitas outras que não foram oriundas da nossa miscigenação. Santa miscigenação! Aprendemos desde pequenos a respeitar o diferente, afinal vivemos e convivemos com ele desde sempre. Claro que mesmo entre nós, brasileiros, há casos de discriminação e intolerância, mas pouco comparáveis, em intensidade e número, ao que se vê mundo afora. “Todos são iguais perante a lei sem distinção de QUALQUER NATUREZA, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à IGUALDADE. I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações nos termos desta constituição”. O sistema de cotas tem um apelo social muito forte já que caminha no sentido de reparar a marginalização histórica pela qual passaram os negros brasileiros, mas algumas questões me indagam fortemente: E os indígenas? E os brancos pobres? E os descendentes orientais pobres? Por que esses ficam fora do intento de justiça social de que roga o sistema de cotas? Considero o sistema de cotas uma MASCARA. Não seria necessário reservar vagas na universidade para nenhum grupo social específico se a educação básica brasileira não fosse tão reles, tão distante do preparo necessário para pleitear uma vaga no ensino superior. A meu ver é muito mais fácil criar um sistema de cotas que resolver os problemas que envolvem o âmago da estrutura educacional básica no Brasil. Enfrentar o abandono sistêmico é muito mais difícil que tirar “um coelho da cartola”. O Brasil vive de tirar coelhos da cartola ao invés de enfrentar seus problemas. São 12 anos de abandono nas escolas de ensinos fundamental e médio para que o jovem brasileiro venha a ser acolhido prestes a adentrar a universidade, com dificuldades enormes haja vista que sua formação foi abandonada durante todo aquele tempo. Como conseqüência disso, temos o ensino superior já não tão superior assim! As cotas foram consideradas constitucionais pelo STF e não há em mim força para discordar, já que não tenho competência jurídica para me colocar de encontro às fundamentações expostas pelos Ministros, mas um lampejo interessante e, para meu espanto, único, foi declarado pelo Ministro Gilmar Mendes que considerou a pobreza um parâmetro mais adequado para o sistema de cotas, e não a cor da pele. Mesmo com o lampejo do Ministro as cotas nada mais são que a lona colocada sobre o olhar da sociedade diante da atrocidade que é o abandono intelectual pelo que passa um aluno de escola pública.